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Parlamento elege Cyril Ramaphosa como Presidente da África do Sul



O Parlamento sul-africano elegeu hoje Cyril Ramaphosa como Presidente da África do Sul, após a demissão de Jacob Zuma, numa sessão sem a presença de dois dos principais partidos da oposição.

Ramaphosa, líder do Congresso Nacional Africano (ANC, no poder desde 1994) e vice-presidente da África do Sul até quarta-feira, foi empossado pelo presidente do tribunal Constitucional sul-africano, Mogoeng Mogoeng, numa sessão extraordinária do Parlamento.


O novo Presidente da África do Sul, o quinto desde que o ANC chegou ao poder, era o único candidato à sucessão de Zuma, não sendo, por isso, necessário realizar uma votação.
Depois de ganhar, em Dezembro, a liderança do ANC, Ramaphosa, 65 anos, tentou afastar Zuma, que foi forçado pelo partido a demitir-se após vários episódios, ao longo de anos, de acusações de corrupção.
A eleição de Ramaphosa como chefe de Estado da África do Sul põe assim termo à crise política reinante no país, com Zuma a persistir em continuar no poder, até agora, tendo rejeitado sempre as acusações de corrupção subornos e lavagem de capitais, de que é alvo desde pelo menos 2005.
Desde 1994 que o ANC tem obtido a maioria absoluta no Parlamento, tendo sido presidido sucessivamente por Nelson Mandela (Maio de 1994 a Junho de 1999), Thabo Mbeki (Junho de 1999 a Setembro de 2008), Kgalema Motlanthe (interino, Setembro de 2008 a Maio de 2009) e Jacob Zuma (Maio de 2009 a Fevereiro de 2018).
Ramaphosa já deu indicações de que, na noite de sexta-feira, irá dirigir-se ao país, num discurso em que irá abordar o Estado da Nação, intervenção que esteve prevista para início da semana e para ser pronunciada por Zuma.
No Parlamento, o líder da Aliança Democrática (DA, oposição), Mmusi Maimane, garantiu que irá cooperar com Ramaphosa se o novo Presidente agir no interesse do povo sul-africano.
“Vamos fiscalizá-lo e vou vê-lo em 2019 nas urnas”, frisou Maimane, enquanto os membros de dois pequenos partidos da oposição abandonavam a sala das sessões.
Julius Malema, presidente do partido Combatentes da Liberdade Económica, antes de abandonar o Parlamento, justificou a decisão ao declarar que o “plano do ANC” para escolher um novo chefe de Estado é “ilegítimo”, uma vez que os deputados do Congresso Nacional Africano não conseguiram provar as acusações de corrupção contra Zuma, pelo que acabaram por “violar a Constituição”.
Hoje, na abertura dos mercados financeiros sul-africanos, e após a notícia da demissão de Zuma, a moeda sul-africana, o rand, valorizou-se em relação ao dólar.
Também hoje, a Fundação Nelson Mandela, ligada ao primeiro presidente negro da África do Sul (1994/99), saudou a demissão de Zuma, mas alertou para a necessidadede o novo regime apostar na luta contra as “redes de criminalidade”, que têm minado a democracia no país.
À medida que o país começa as celebrações do centenário do nascimento de Mandela (1918), acrescenta-se no comunicado da fundação, “há também a necessidade de reconhecer os falhanços da era democrática”.
“Reconhecemos que estamos numa altura crítica da nossa História, altura essa que nos dá uma oportunidade única para reflectirmos, reconstruirmos e nos transformarmos”, lê-se na nota da Fundação Mandela.

Fonte: Sapo Angola


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