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sábado, 20 de julho de 2019

Plataformas de streaming disputam mercado africano


O continente africano possui um mercado diverso e nesta era dostreaming, as grandes plataformas internacionais tais como Spotify e Apple Music, têm procurado desenvolver mecanismos para atraírem utilizadores e penetrarem num mercado que tem muito para oferecer.

Actualmente, vários serviços destreaming europeus, americanos e africanos têm competido pelo mercado africano, em especial o nigeriano. No entanto, nenhuma das plataformas leva vantagem em relação à outra.

Um mercado díspar como o Africano, especificamente o de países como Nigéria, Senegal e Uganda, gravadoras e empresas de streaming afirmam terem dificuldades em conquistar participação. As empresas Africanas que competem com as gigantescas e bem financiadas plataformas de streaminginternacionais também têm visto as suas investidas para conquista de participação no mercado frustradas.

Caso as empresas de streamingconsigam penetrar no mercado, o potencial de retorno pode ser enorme. Segundo um estudo feito pela Brookings Institution, os gastos dos consumidores em África subirão de USD 1,4 trilhãoem 2015 para USD 2,5 trilhões até 2030, tornando-se assim num dos mercados de crescimento mais rápido do mundo. A Nigéria particularmente, que tem 200 milhões de habitantes, é o país com maior densidade populacional do continente, deverá duplicar em tamanho do ponto de vista populacional até 2050, e se tornará na terceira nação mais populosa, ultrapassando os Estados Unidos.

Afonso Perez-Soto, director-executivo do Warner Music Groupna Europa Oriental, Médio Oriente e África diz que “a população do continente africano é enorme, muito jovem e se tornará conhecedora de tecnologia, e algumas coisas precisam ser feitas em termos de educação e infraestrutura, mas se as plataformas de streaming forem pacientes, as coisas naturalmente vão cair na sua direcção’’.

Nos últimos anos, as grandes editoras têm feito investimentos significativos na área de A&R (Artistas e Repertório - divisão das editoras responsável pela pesquisa de talento e conteúdo musical) no continente e, no ano passado, a Universal Music Groupabriu um escritório em Lagos, Nigéria. Tanto a Universal como aWarner Music Group assinaram acordos de licença por vários anos com a maior plataforma destreaming do continente, aBoomplay, que pertence àTranssnet Music Limited na China.

A Boomplay oferece um aplicativo associado os telefones que a empresa vende. De acordo com a empresa, tem 46 milhões de usuários para o seu serviço de publicidade, embora não tenha informado o número de subscritores. A famosa operadora de telecomunicações sul-africanaMTN, lançou recentemente o seu serviço de streaming MusicTime!Depois de ter fechado o anterior.

O Spotify foi lançado no ano passado no Norte de África e na África do Sul. A Apple Music opera no mercado Sul-africano desde 2015. Já a plataforma francesa destreaming Deezer, tem desenvolvido “abordagens contextualizadas ao cenário local, criando listas de reprodução com conteúdo direcionado” diz Ralph Pighin, Vice-Presidente Sénior da Deezer Europa, Ásia e África.

Nessa luta ferrenha para conquista do frutífero e promissor mercado africano, aMTN fez uma parceria com a Tidalno Uganda, no ano passado, com o objetivo de proporcionar aos seus 10,5 milhões de subscritoresacesso directo à plataforma destreaming do rapper norte-americano JAY-Z.

A diferença de mercado entre países africanos é enorme. Vejamos, segundo o Pew Research Center, 51% dos sul-africanos têm um smartphone, contrastando com um terço dos adultos em países como o Gana, Senegal, Nigéria e Quênia que não têm acesso.

Outra dificuldade a ser considerada é o preço dos dados móveis, uma vez que os africanos pagam preços mais elevados face a média mundial, de acordo com a Aliança para Internet Acessível. Além disso, de acordo com o Banco Mundial Global Findex, a maioria dos africanos não tem meios para pagar de forma digital pelo serviço de streaming.

São vários desafios para as plataformas interessadas neste mercado complexo e com variáveis próprias a serem consideradas. Apesar de nenhuma delaster conquistado o mercado ainda, as empresas africanas têm tido dificuldades em competir com as empresas estrangeiras devido ao enorme investimento que deve ser feito para convencer os consumidores.“É difícil gerar receita neste sector agora” diz Funsho Finnish, gerente Sénior de mídia e entretenimento da MTN Nigéria.

Como em todos os mercados, as empresas com maior poder financeiro têm vantagem significativa sobre outras, disse Adam Granite, Vice-Presidente Executivo do desenvolvimento de mercado daUniversal Group. Além de criar um aplicativo de fácil uso, as plataformas de streamingdevem ser pacientes para lidarem com o crescimento e o desenvolvimento do mercado.

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