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sábado, 20 de julho de 2019

Universidades estrangeiras de olhos postos em África


Entre as colinas dos arredores da capital do Ruanda (Kigali), o novo campus da Carnegie Mellon University Africa é uma figura proeminente na paisagem da cidade. A propriedade de 6.000 metros quadrados está localizada dentro do Kigali Innovation City(Cidade da Inovação de Kigali) – um centro de Tecnologia de Informação e Comunicações (TIC), criado para acelerar o desenvolvimento do sector de TIC do Ruanda e transformar o país numa economia baseada no conhecimento.

CMU Africa é uma parceria público-privada entre o governo ruandês e a universidade americana Carnegie Mellon University com sede emPittsburgh (Pensilvânia).

O novo campus, avaliado em USD 12 milhões, tem como objectivo resolver os vários desafios do continente com estratégias adaptadas à conjuntura local, sem perder a competitividade.

Com cerca de 200 estudantes actualmente inscritos, o diretor da CMU AfricaVijayakumarBhagavatula, diz que a missão desta instituição é de prover conhecimento aos estudantes africanos em África, para dar resposta às necessidades de África.

Um indicativo da crescente presença de universidades estrangeiras no continente nota-se pelo número crescente de agências satélite, centros de pesquisa e de programas especializados. Essas universidades aprofundam o seu alcance no continente africano à medida que mais empresas internacionais se estabelecem e buscam os melhores talentos para contratação.

Com uma população jovem em rápido crescimento, os governos africanos buscam gradualmente instituições académicas fortes como um recurso precioso para criar empregos, impulsionar o crescimento a nível da academia e formar empreendedores de topo. As melhores universidades do continente também são lideradas por instituições de pesquisa, principalmente na África do Sul, casos da Universidade da Cidade do Cabo e a Universidade de Witwatersrand.

Aproveitando essa realidade contextual, as universidades americanas oferecem financiamento, espaço e capacidade para fazer exames de ponta em questões que vão desdebig data e segurança cibernética, até inteligência artificial.

Desde o seu lançamento no Gana em 2013, a iniciativa Seed da Universidade de Stanford cresceu de um curso de seis meses para um programa curricular anual, que treina não apenas executivos e fundadores, mas também as suas equipas, no leste e no sul de África. Em 2016, a Universidade de Harvard também apresentou um programa executivo voltado para líderes empresariais no continente africano.

O programa da Universidade de Stanford leva as empresas locais a ganhar entre USD 150 milUSD 15 milhões por ano e ajuda-as a descobrir como crescer e expandir. O treino para proprietários de empresas com628 integrantes até a presente data, inclui módulos de inovação de produtos, gestão, contabilidade e desenvolvimento de estratégias ganhadoras.

Entre as universidades americanas destacam-se ainda aUniversidade Americana do Cairo,no Egiptoa Universidade de Daystar e a Universidade de Strathmore, ambas em Nairobi, no Quênia.

No entanto, estudantes estrangeiros com o objetivo de estudar nos EUA, encontram-se directamente na mira do presidente norte-americano. O seu governo anunciou políticas que restringem o acesso a estudantes internacionais e visitantes nos Estados Unidos, independentemente do facto de emissão de vistos de estudantes F-1 continuar a cair. Além de proibir os cidadãos de alguns estados africanos, o actual governo norte-americano também impôs restrições a vistos e aumentou a deportação de pessoas de países africanos.

Em contra posição, o presidente da Columbia UniversityLee C. Bollinger propôs, em entrevista, a criação de mais um centro académico na África do Sul, para quebrar esse tipo de barreiras.

A China não assiste impávida às medidas do governo americano que também impede que académicos chineses visitem os EUA. Pequim recentemente ultrapassou os EUA no que toca à formação de estudantes africanos tanto na China como em África.

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