Biografias

Malawi repete eleições presidenciais anuladas por fraudes


Os eleitores do Malawi regressam às urnas esta terça-feira para repetir as eleições presidenciais, após a reeleição de Peter Mutharika, no ano passado, ter sido anulada por fraudes.
Os candidatos presidenciais são o actual Presidente do Malawi, Peter Mutharika, no poder desde 2014, Lazarus Chakwera, líder do maior partido da oposição do Malawi, o Partido do Congresso do Malawi (MCP) e Peter Kuwani pelo Movimento Mbakuwaku.
A Comissão Eleitoral proclamou Peter Mutharika vencedor das eleições de 21 de maio de 2019, com 38,57% dos votos, quase 160 mil a mais do que os obtidos por Chakwera, com 35,41%, resultados esses considerados fraudulentos pelo Lazarus Chakwera e outros candidatos.
Por vários meses, as ruas de Malawi, foram palco de manifestações da oposição, com casos de violência envolvendo as forças da ordem e diversas audiências perante o Tribunal Constitucional.
O acto surpreendente foi a anulação do escrutínio em Fevereiro, confirmando-se as “irregularidades generalizadas e sistemáticas”, algo que Mutharika sempre negou vigorosamente.
Professor na Universidade de Washington, nos Estados Unidos da América, Peter Mutharika é um especialista em direito constitucional e dirige o Partido Democrático Progressista. Foi eleito em 2014 com a promessa de erradicar a corrupção, na sequência do chamado escândalo 'cashgate', que expôs a pilhagem dos cofres do Estado por uma coligação de quadros do partido no poder, altos funcionários do Governo e empresários.
Mutharika esteve envolvido durante o seu mandato presidencial, acusado de ter embolsado 200.000 dólares de um contrato governamental, mas nunca foi condenado.
Os seus primeiros cinco anos à frente do país foram também marcados pela escassez de alimentos e electricidade, por uma dívida crescente e por um forte abrandamento do crescimento económico.
O seu principal opositor, Lazarus Chakwera, um antigo pastor evangélico e que lidera o Partido do Congresso do Malawi (MCP), o antigo partido único que governou o país de 1964 a 1994 sob o punho de ferro de Hastings Banda.
Desde o início da era democrática, o seu movimento tem perdido sistematicamente todas as eleições nacionais, mas Chakwera acredita que desta vez pode quebrar esta tendência.
Fonte: Opais

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